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Tudo que você precisa saber sobre leucemia

Todos precisamos aprender mais sobre a leucemia.

A leucemia é uma doença maligna que age nos glóbulos brancos de origem, também conhecidos como leucócitos, muitas vezes não conhecida. A principal característica dessa doença é o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea, substituindo as células sanguíneas normais. Nossa medula óssea é a locação onde se formam as células sanguíneas, ocupando a cavidade dos ossos e é conhecida popularmente como tutano. Nela se encontra as células mães ou percursoras, que dão origem aos elementos do sangue: glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas.

Há tratamento para a doença, porém, este pode ser complexo, dependendo do tipo de leucemia e alguns outros fatores. No entanto, existem estratégias e recursos que podem fazer com que esse tratamento seja bem-sucedido. Esse tipo de câncer ocupa a 9° colocação no ranking dos mais populares no Brasil entre os homens. Nas mulheres, se encontra na 11° colocação. Penando um pouco sobre isso, trouxemos algumas coisas que você precisa saber sobre a doença. Sintomas, tratamento, pós-tratamento e classificações da mesma. Confira conosco:

Classificações

Foto: tuasaude.com

Os médicos classificam a leucemia de acordo com que ela progride e no tipo de células envolvidas nesse mal. A primeira classificação é a rapidez com que ela progride, sendo:

Leucemia aguda: Nesse tipo, as células sanguíneas anormais são células sanguíneas imaturas. Ela não pode realizar suas funções normais e logo se multiplicam, então as pessoas que sofrem com essa pioram rapidamente. O tratamento dessa classificação requer uma forma agressiva.

Leucemia crônica: Existem ramificações de leucemia crônica. Algumas são capazes de produzir muitas células e outras tê um deficit na produção das mesmas. A leucemia crônica envolve as células sanguíneas mais maduras. No sangue, essas células replicam ou se acumulam de forma mais lenta, podendo funcionar normalmente por um longo período de tempo. Outras formas de leucemia crônica no início produzem sintomas iniciais e esses podem passar despercebidos ou não diagnosticados por anos.

Leucemia linfocítica: Esse tipo afeta as células mieloides. Estas células mieloides geram glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e células reprodutoras de plaquetas.

Principais tipos de leucemia

Foto: tuasaude.com

Leucemia linfocítica aguda (ALL): Esse tipo de leucemia é mais comum em crianças, no entanto, pode ocorrer em adultos. ALL é o tipo de câncer mais comum na infância e não é hereditária. Suas causas ainda não são conhecidas pela medicina. A boa notícia é que 90° das crianças são curadas após o tratamento. Essa doença ocorre quando a célula-tronco, que é responsável por dar origem aos componentes do sangue sofre alterações.

Leucemia mieloide aguda (AML): A leucemia mieloide aguda é um tipo de câncer nas células de sangue e na medula óssea. Essa é uma região onde as células do sangue são produzidas. Esse tipo ataca as células miloides do corpo, que de forma normal se desenvolvem formando alguns tipos de glóbulos brancos, funcionando na defesa do corpo e agindo principalmente contra infecções. A AML pode ocorrer em crianças e adultos.

Leucemia linfocítica crônica (CLL): Esse tipo de leucemia crônica é um subtipo conhecido desde 1903. Ela pode ocorrer em virtude de uma lesão adquirida, ou seja, não hereditária, em nosso material genético de um linfócito na medula óssea. A célula começa a proliferar sem controle, invadindo então vários tecidos e o sistema sanguíneo. As pessoas que sofrem com a CLL podem sentir bem durante anos, sem precisar de tratamento.

Leucemia mieloide crônica (LMC): Este tipo afeta principalmente os adultos. Uma pessoa que sofre coma LMC pode apresentar poucos sintomas durante meses ou até anos antes de finalmente entrar em uma fase onde as células crescem rapidamente. Ela se distingue dos outros tipos pela presença de uma anormalidade genética nos glóbulos brancos, denominada cromossomo Philadelphia. Os cromossomos das células humanas compreendem 22 pares, numerado de 1 a 22 e dois cromossomos sexuais. Isso dá um total de 46 cromossomos no corpo. Estudos mostram que pacientes com a doenças existe uma translocação em dois, os números 9 e 22, o que caracteriza a leucemia mieloide crônica.

Principais fatores de risco

Foto: tuasaude.com

Tratamento anterior de câncer: Quem já passou por algum tipo de quimioterapia e terapias de radiação para combater outros tipos de câncer têm um risco maior de desenvolver alguns tipos de leucemia.

Distúrbios genéticos: Anormalidades genéticas podem ajudar no desenvolvimento da leucemia. Algumas desordens genéticas, como a Síndrome de Down, estão associadas a um risco aumentao de leucemia.

Exposição a determinados produtos químicos: Ao se expor a alguns produtos químicos, como o benzeno (encontrado na gasolina e utilizado na indústria química) está associado a um risco aumentado de alguns tipos de leucemia.

Fumar: Fumar cigarros pode aumentar o risco de desenvolver a leucemia mielóide aguda.

Sintomas da doença

Foto: tuasaude.com

Os sintomas de leucemia estão relacionados ao tipo de condição de saúde de uma pessoa. A maioria desses sintomas aparece por causa do acúmulo de células na medula óssea, o que prejudica ou impede a produção de glóbulos brancos e das plaquetas. Listamos os principais sintomas, confira conosco:

  • Febre
  • Fadiga
  • Fraqueza
  • Infecções frequentes ou graves
  • Perda de peso
  • Aumento do fígado ou do baço
  • Sangramento fácil ou hematomas
  • Hemorragias nasais recorrentes
  • Manchas vermelhas minúsculas na pele
  • Transpiração excessiva
  • Dor nos ossos ou articulações

Algumas pessoas podem ainda sofrer com dores de cabeça, convulsões, perda de controle muscular e vômito. No entanto, esses sintomas aparecem quando algumas células se infiltram no cérebro.

Tratamento

Foto: tuasaude.com

O tratamento dessa doença depende de alguns fatores. O médico determinará as opções de tratamento da leucemia de acordo com a idade e a saúde geral. Além disso, leva em consideração o tipo de leucemia e se ela já se espalhou para outras partes do corpo, incluindo o sistema nervoso central. Os tratamentos mais comuns são:

Quimioterapia: Essa é a principal forma de tratamento para a leucemia e quase todos os tipos de câncer. O tratamento usa substâncias químicas para matar as células de leucemia. Dependendo do tipo da doença, você pode receber apenas um único medicamento, assim como pode receber uma combinação de drogas. Elas podem ser utilizadas em forma de comprimidos ou injetadas diretamente na veia.

Terapia biológica: A terapia biológica faz uso de tratamentos que ajudam o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células com a doença.

Terapia direcionada: A terapia direcionada usa drogas que atacam as vulnerabilidades dentro das células com leucemia.

Terapia de radiação: Esse tipo de terapia usa raios-X ou outros tipos de feixes de alta energia para danificar as células de leucemia, parando então o seu crescimento. Durante o período desse tipo de tratamento, você fica em uma mesa enquanto uma grande máquina se move ao seu redor, direcionando radiação para alguns pontos do seu corpo. O paciente pode receber radiação em uma parte específica do corpo, onde há uma coleção de células de leucemia, como também pode receber em todo o corpo. A radioterapia pode ainda ser utilizada para preparar um transplante de células estaminais.

Transplante de células-tronco

Foto: tuasaude.com

Um transplante de células estaminais é um procedimento usado para substituir a medula óssea doente por uma saudável. Antes de passar por esse processo, o paciente recebe altas doses de quimioterapia ou radioterapia. Isso serve para destruir a medula óssea doente. Após isso, ele recebe uma infusão de células-tronco formadoras de sangue que ajudam a reconstruir a medula óssea. Quem sofre com a doença pode receber células-tronco de um doador ou, em alguns casos, pode usar suas próprias células-tronco.

E aí, o que você achou dessa matéria falando um pouco mais sobre essa doença? Compartilhe com seus amigos.

Fontes: Mayoclinic, Minha Vida

Imagens: Tua Saúde, A Terceira Idade